George Alves vai júri popular e Juliana Sales é absolvida


O juiz André Bijos Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares, decidiu que Georgeval Alves Gonçalves, o pastor George, irá a júri popular pela morte dos irmãos Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos, e Joaquim Sales Alves, 3. Juliana Sales, que é mãe das vítimas, foi absolvida.
Na decisão, que tem 27 páginas, o juiz afirma na noite do dia 21 de abril de 2018, por volta das 2h, na casa situada na Av. Augusto Calmon, Bairro Centro, em Linhares,  Georgeval Alves Gonçalves, de forma consciente, ateou fogo em Joaquim Alves Sales (filho) e Kauã Sales Butkovsky (enteado) vivos após estupro e tortura.
Segundo o juiz, Georgeval Alves colocou as crianças desacordadas em uma cama do quarto onde dormiam.
“Os crimes foram praticados por motivo torpe, na medida em que o denunciado, visando uma ascensão na Igreja Ministério Batista Vida e Paz e uma maior arrecadação de valores por fiéis nos cultos, diante da dificuldade financeira enfrentada pela unidade da Igreja em Linhares e, consequentemente, pelo denunciado e sua família, matou Kauã e Joaquim para utilizar a ‘tragédia’ em seu favor”, afirma o juiz na sentença.
Na decisão, André Bijos Dadalto afirma que Juliana Sales tinha pleno conhecimento do sério desvio de caráter de Georgeval Alves. Por diversas vezes, ela reclamou da indiferença com o que o marido tratava Kauã e Joaquim
“Apurou-se que o denunciado deixava faltar às crianças comida, medicamentos e atendimento médico, mesmo sendo elementos indispensáveis à sobrevivência delas. As condutas do denunciado Georgeval eram voltadas a angariar fiéis aos seus cultos em detrimento da família, especialmente das crianças, Kauã, Joaquim e João”, diz o juiz.
Cinco dias antes das mortes dos irmãos, Juliana teria enviado a seguinte mensagem a Georgeval Alves: “Só toma cuidado pra você não ganhar o mundo e perder os seus filhos”. Ela viajou no dia 20 de abril de 2018 para um encontro evangélico, deixando os filhos aos cuidados do marido. Para o juiz, Juliana “devia e, efetivamente, podia agir para evitar as mortes das crianças”, o que foi considerado omissão.
“No dia dos fatos e nos dias seguintes, na mesma residência, o denunciado Georgeval e a denunciada Juliana, de forma livre e consciente, inovaram artificiosamente, em processo penal, o estado de lugar e de coisas, com o fim de induzir em erro o juiz. Apurou-se que, no banheiro social, foram encontradas manchas de sangue da vítima Joaquim; de acordo com a perícia, houve uma
tentativa de Georgeval em limpá-las para esconder os vestígios. Após o incêndio, os denunciados lançaram diversos objetos no quarto das crianças, bem como retiraram quase todos os objetos da casa, inclusive os lençóis e demais roupas de cama foram entregues a terceiros para serem lavados. […]”
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