Bolsonaro ataca Cuba, França e Venezuela e nega devastação da Amazônia


O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que a Amazônia permanece "praticamente intocada", negou que o bioma esteja sendo devastado e atacou nações que alega ameaçarem a soberania do Brasil. Ele fez o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, em que atacou diretamente os regimes de Cuba e Venezuela e respondeu de forma indireta ao presidente da França, Emmanuel Macron. 

No discurso, Bolsonaro disse que seu governo tem compromisso com a preservação do meio ambiente. "A Amazônia não está sendo devastada", afirmou o presidente, que havia dito minutos antes que a floresta estava "praticamente intocada". 

Para ele, qualquer iniciativa de ajuda ou apoio deve ser tratada com respeito à soberania brasileira e criticou aquilo que chamou de "ataques sensacionalistas" de parte da mídia. Sem citar nomes, a fala foi uma resposta a Macron, que no mês passado falou sobre a opção da internacionalização da gestão das florestas.

 "Valendo-se destas falácias, um país ou outro do mundo embarcou nas mentiras da mídia e se portou de maneira desrespeitosa e com espírito colonialista", discursou o líder brasileiro. 

Bolsonaro destacou ainda que o Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade.

"Meu governo tem compromisso solene com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Nossa Amazônia é maior que toda a Europa Ocidental e permanece praticamente intocada", discursou. 

O presidente criticou ainda o líder indígena Raoni, dizendo que pessoas como ele são usadas como "peças de manobra". 

Ataques a Cuba e Venezuela 

No discurso, Bolsonaro disse que o Brasil trabalha para reconquistar a confiança do mundo e diminuir problemas como emprego e violência. Segundo ele, o país estava "à beira do socialismo" e está sendo reconstruído em seu governo. 

"Meu país esteve muito próximo do socialismo, o que nos colocou numa situação de corrupção generalizada, grave recessão econômica, altas taxas de criminalidade, ataques ininterruptos dos valores religiosos que que marcam nossa tradição", falou.

Bolsonaro falou sobre a saída de Cuba do programa Mais Médicos antes mesmo de ele assumir o cargo. "Assim, deixamos de contribuir com a ditadura cubana, não mais enviando para Havana US$ 300 milhões por ano". 

O presidente também falou sobre a situação na Venezuela, dizendo que o país experimenta hoje "a crueldade do socialismo" e que o Brasil sente os impactos disso. "Dos mais de 4 milhões que fugiram, uma parte está no Brasil. Estamos fazendo nossa parte para ajudar". 

UOL

Postar um comentário

0 Comentários