Pai de professor morto em acidente com bobina se emociona e cobra investigação



Na manhã desta quinta-feira (10), por volta das 7 horas, alguns alunos do professor foram até a porta da casa onde ele morava e colaram cartazes, com agradecimentos ao profissional, a saudade que vão sentir e elogios ao profissional que era


Foi velado na manhã desta quinta-feira (10), o corpo do professor de História Mauro Celso de Azevedo Guimarães, de 44 anos. Ele morreu ao ser atingido por uma bobina que caiu de uma carreta e colidiu em cheio contra a moto que pilotava. Durante o velório, familiares, amigos e alunos prestaram homenagem. 
O velório aconteceu no bairro Alecrim, em Vila Velha. O corpo de Mauro chegou por volta das 8h30, numa igreja do bairro. O pai do professor, Maurílio Guimarães, disse que é um choque muito grande o trágico acidente. "É um choque muito grande para quem havia acabado de tomar um café em casa, bater papo com a família", contou o pai de Mauro. 
Além dele, alunas de um curso que Mauro lecionava compareceram no velório. "Era um ótimo professor. Alegre, feliz, sempre com um sorriso no rosto. Tratava todo mundo super bem. Era um professor exemplar", conta uma de suas alunas. "Quando a gente voltar para a escola, retornar para a sala de aula, a gente vai sentir falta. Foi uma pessoa excelente. Bom professor, bom amigo", completou outra estudante. 
Na manhã desta quinta-feira (10), por volta das 7 horas, alguns alunos do professor foram até a porta da casa onde ele morava e colaram cartazes, com agradecimentos ao profissional, a saudade que vão sentir e elogios ao profissional que era. 
Mauro morreu depois que uma bobina caiu de uma carreta e atingiu a moto em que pilotava, no bairro São Torquato, em Vila Velha, na manhã de quarta-feira (9). Na hora do acidente, o professor saía de uma unidade de ensino e seguia para outra. O caso será enviado a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito e será investigado. 
Agora, os familiares pedem que a investigação seja concluída o mais rápido possível, para que caso como esses não se repitam. "Até quando? Hoje foi ele, amanhã pode ser outro. E ele foi morto a caminho do trabalho", desabafou o pai de Mauro. 
O motorista fez o teste de bafômetro, que deu negativo para a ingestão de bebida alcoólica. Ele prestou depoimento e foi liberado. De acordo com o delegado do caso, o motorista da carreta afirmou que tem uma empresa responsável por colocar as bobinas dentro da carreta, e depois era dada a autorização para que ele transportasse o material de um ponto a outro. O delegado ainda disse que podem ser indiciadas, principalmente, as pessoas que estavam responsáveis por amarrar a bobina no caminhão. 

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